no YouTube (que é a minha 'rede social' xodó), ouvindo uma música do Gregory e lendo os comentários, fiquei inspirado e deixei uma notinha sobre o que estava na minha cabeça, sem expectativa de nada, só mandei pro universo mesmo e deixei o meu comentário flutuar no meio de milhares de testemunhos de superação e pedidos de ajuda, eis que....
I believe in the kindness of strangers
no YouTube (que é a minha 'rede social' xodó), ouvindo uma música do Gregory e lendo os comentários, fiquei inspirado e deixei uma notinha sobre o que estava na minha cabeça, sem expectativa de nada, só mandei pro universo mesmo e deixei o meu comentário flutuar no meio de milhares de testemunhos de superação e pedidos de ajuda, eis que....
momentos felizes que mudaram a minha vida
oi, gente
voltei a escrever aqui pro blog depois de uns bons meses longe (na verdade uns 2 meses hehe) por motivos de: mudança de vida, readaptação, processamento de informações 🌻
2026 começou e já me tirou do lugar escuro que eu estava entrando — e com 2026 eu me refiro a: amigos (principalmente), pessoas novas que surgiram na minha vida (matt), medicações (sim, estou me tratando finalmente) e, claro, apoio incondicional da minha mãe, uma fofa, sempre.
viajei por um bom tempo no mês de janeiro e realizei sonhos, chorei de alegria e emoção, me apaixonei novamente pela vida e por alguém e posso finalmente dizer que estou me sentindo feliz, o que é IMENSO, dado o histórico de textos tristes que inundaram esse blog nos últimos tempos, mas também fazem parte.
dito isso, estou retornado com as atividades nesse espaço e tenho tido muita inspiração do igor, que tem me dado um apoio incondicional pra criar arte e voltar a escrever. obrigado, querido.
antes de postar algumas resenhas da viagem no próximo post, queria deixar aqui algumas fotos de momentos em que fui feliz nessas últimas semanas.
ps: a pizza é vegan hehe












lua de papel
O Igor me chamou para fazer um desafio nesse mês de outubro que consiste. basicamente, em focar em uma ou duas coisas importantes e que estão ainda só no campo das ideias para torná-las realidade (ou, pelo menos, tirá-las do papel). Adorei a ideia, até porque preciso encontrar algum propósito na minha vida, seja onde for — na arte, na fotografia, no silêncio — e depois do surto que foi o mês de setembro, acho que é uma boa altura para que eu possa parar e pensar sobre isso, aqui, em voz alta.
- Criar um podcast: sim, isso era para ter acontecido no mês passado, mas por conta da minha saúde mental que não anda das melhores, não dediquei praticamente tempo nenhum pra isso. Já tenho um bloco de notas no telefone com alguns temas, preciso sentar e começar.
- Manter um espaço para publicar as minhas fotografias de forma consistente: a fotografia é das únicas atividades que me fazem sentir parte disso (disso, seja lá o que isso for), já que nos últimos meses (e arrisco a dizer anos) não me sinto mais parte de nada. A propósito, tenho um espaço no Unsplash onde costumava publicar um pouco do meu trabalho fotográfico, mas provavelmente vou criar um sub espaço aqui, dentro desse blog, para compartilhar um pouco do que vejo.
BARREIRAS:
- Redes sociais e tempo de tela em excesso;
- Passar pouco tempo na natureza e não sobrar tempo de tédio durante o dia;
- Consumir muito conteúdo dos mesmos assuntos no YouTube;
- Faculdade caótica;
- Vazio e crises existenciais.
- Manter a escrita no diário de forma consistente;
- Mentalizar que as coisas tem um tempo de execução e não me cobrar por perfeição;
- Meditar mais e trabalhar a minha auto-estima para conseguir criar.
quero escrever sobre a vida
ontem, enquanto fazia uma caminhada noturna pelas ruas de lisboa a ouvir Ruby Haunt (inclusive, fiz toda uma viagem mental enquanto ouvia Headland), fui atravessado por pensamentos que já não são novidade na minha esfera íntima, mas desta vez vieram com mais força. sentei-me no primeiro banco que vi, naquela rua que vai dar à Praça de Touros, observei as pessoas a caminhar e a conversar, a viver as suas vidas, a falar ao telefone apressadamente, e pensei sobre o que estou a fazer aqui.
não sinto nada, ao contrário do Luca; por isso não sei se tenho algo a devolver ao universo caso desistisse. e isso, ao mesmo tempo que me mantém aqui, mantém-me apenas vivo.
apenas vivo — já é uma grande coisa.
em poucas semanas vou fazer 30 anos e decidi escrever uma carta ao meu eu do passado, para que, caso ele a lesse, soubesse que conseguiu muitas coisas que pensava que não ia conseguir. lembrei-o de que, apesar da estagnação e da inércia da vida quotidiana a que chegámos, estamos aqui. disse que precisamos os dois de aprender a lidar com a solidão, porque o meu eu do presente infelizmente não conseguiu cuidar disso por nós — e ela vai chegar (e chegou).
não sei como terminar este texto porque há muitas coisas que eu queria desenvolver sobre solidão e solitude, mas não sinto nada agora; portanto vou publicá-lo mesmo assim.
sobrevivi a ontem à noite.
— Lano











